Vive.
Um certo dia começamos por sentir a falta daquela voz consciente que nos entende ou nos mete na linha; começamos a sentir a falta do aconchego tal como dos puxões de orelhas; começamos a sentir a falta daquela mensagem de bom dia cheia de carinho e coisas positivas ou até mesmo daquela mensagem seca depois de uma normal pega onde no fundo o que importa é as pazes à noite, embora nenhum dos dois vá admitir; começamos a sentir a falta da companhia a um simples café ou num por do sol à beira mar; aquele pequeno almoço na cama, aquele passeio onde rimos de tudo e do nada, aquela ida ao cinema na última sessão, aquele fim de semana de aventura, aquelas mãos dadas nos momentos de angústia, aquele abraço em todas as vitórias, aquele olhar seguro ao meu lado, aquela viagem a dois, aquele jantar chique ou até mesmo aquele acampamento selvagem, aquela quebra constante de rotina, aquele acordar de manhã com um sorriso parvo na cara, aquele deslumbre por cada conquista, aquele orgulho e ambição ao lado de alguém, aquele acreditar a dois, aquele porto seguro, "aquele" que não é assim tão pouco; não é fácil; mas também nos apercebemos que a paz de espírito e a independência existem para podermos estar seguros de nós próprios e de quem teremos a nosso lado; "faz com que os seus defeitos sejam as tuas maiores qualidades e te completarás", mas a consciência e a memória trazem me à razão que o outrora também serve bem de lição; mas tudo o que também tem coração, também um dia sente a falta de alguém que o ilumine, acompanhe e lhe de a mão.





